sábado, 19 de dezembro de 2009

A Mariposa

O destino é um caso sério
A vida, pura questão de mistério
Uma borboleta completa sua mudança
Mas ainda vive a pequena lagarta sem confiança
Tem asas, mas não consegue, livremente, voar
Não tem mais lágrimas, mas ainda consegue chorar
Não tem paradeiro
O juízo com ela, será traiçoeiro
Pequenina borboleta, ninfa doce
Quem dera se assim como vista, fosse
Uma pequena menina,
Cujo veneno, no peito, germina
Olhos moles, rosto inocente,
Por dentro, uma meretriz ardente
Se estiver com ela, jamais imaginará
O quanto ela é perversa, sórdida e má
Ares doce, essência rancorosa,
Sentada no jardim a mariposa venenosa,
Ela está farta de viver, quer sua salvação
Ela está farta de ser a face da corrupção
Ela ainda espera, lagarta veneno, tornar-se madura
Ela ainda espera redimir-se em uma alma pura,
Ela escolheu você menino, para ser seu mentor
Mas cuidado, menino, sua picada lhe trará a dor
Ela urra, ela chora, ela ri, ela diz que sente,
Pequena diaba, rouba, mata, engana, mente
Use-a, moleste-a, leve-a para cama,
Depois corra dela, pois ela nunca ama
Ela é uma venenosa mariposa
Fique longe dela, do Diabo, ela é esposa
Borboletas e ninfas, do néctar, alimentam-se
Mas ela, alimenta-se do sangue daqueles que, a ela, entregam-se
Corra menino, saia do caminho dela,
Dolorosa é a picada, a face não é nada bela
Como todas as flores do inferno, sempre graciosa,
Sempre contente, sorridente carinhosa
Mas não muito sua alegria durará
Seu coração, a lâmina afiada dela pegará
Salve-se menino e dê a ela a salvação
Ponha a cadela no seu lugar, a escuridão
Ela sugará seu sangue, comerá sua carne até definhar
Cuidado menino, o amor dela te quer matar

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